Em Miamar, antiga Birmânia, segundo a Vigilância de Direitos Humanos, crianças estão sendo compradas e vendidas para para as Forças Armadas do país. Elas são recrutadas à força para preencher a falta de voluntários adultos e a alta taxa de deserção. As que se recusam a ir para o exército são espancadas e ameaçadas de prisão.
Um relatório, intitulado "Vendidos para ser soldados: O recrutamento e o uso de crianças-soldados em Mianmar", citado na BBC, afirma que há milhares de crianças no Exército do país.
"Os generais do governo toleram o ostensivo recrutamento de crianças e não punem os responsáveis. Nesse ambiente, recrutadores do Exército traficam crianças livremente", afirma Becker.
Conforme Becker, a recente ação militar contra as manifestações em Mianmar dissuadiu os voluntários que ainda não tinham sido desestimulados pelas baixas condições e salários do Exército.
"Depois de enviar seus soldados contra monges budistas e outros manifestantes pacíficos, o governo deve ter ainda mais dificuldade para encontrar voluntários", afirma a representante da Human Rights Watch.
O relatório diz que as crianças são abordadas em lugares públicos por recrutadores militares ou intermediários civis que recebem dinheiro do Exército para fazer o trabalho.
A organização diz que esses recrutadores falsificam os documentos das crianças, já que a idade mínima para o alistamento é de 18 anos.
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