Populares do Blog

Compartilhe

AddThis Social Bookmark Button

Teste sua memória

Google

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O autismo nas crianças e nos adultos - terapias alternativas

Em Madrid, segundo noticiou o jornal Elmundo há algum tempo, as famílias de pessoas com autismo estão se reunindo em associações a fim de impulsionar a investigação e divulgação da enfermidade. A revista 'Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine' repassa para estas associações os êxitos obtidos por outras famílias nos Estados Unidos durante os últimos 50 anos.

A união das famílias está contribuindo em muito para o conhecimento do autismo nas crianças e nos adultos, desde que Leo Kanner o descreveu pela primeira vez na literatura médica, em 1943.

Até que a medicina descobriu que o autismo é uma enfermidade neurológica, os pais foram julgados de forma injusta. Bruno Bettelheim, psicólogo infantil do século XX, considerava que o autismo não tinha causa orgância e era causado pela fria atitude dos pais com seus filhos. Ele inclusive propunha que os pais deveriam se submeter a psicoterapia.

Bernard Rimland, psicólogo e pai de um menino autista, fundou Instituto de Investigação do Autismo (Autism Research Institute), em 1967 e publicou as primeiras evidências de que o autismo era uma enfermidade neurológica.

Rimland apresentou que a intelectualidade dos pais e suas tendências sociais atípicas sinalizavam uma predisposição ao autismo dos filhos. E em 1977 se descobriu a evidência de que o autismo poderia ter origem genética. Na década de noventa, a grande maioria dos cientistas estão de acordo que o autismo é uma desordem neurológica, com grande influência genética.

O esforço das famílias em outros países está contribuindo para a desmistificação da doença. Nos Estados Unidos a pressão das famílias está fazendo com que o governo aumente as verbas destinadas a investigação da doença.

O autismo é uma doença incurável, por conta disso e as terapias atuais estão dirigidas para o desenvolvimento de possíveis habilidades comunicativas com o enfermo. Os médicos e os pais buscam melhorar os sintomas e conseguir uma máxima qualidade de vida para os meninos. As vezes a conflito entre pais e médicos. Os pais querendo provar que existem terapias alternativas capazes de surtirem melhor efeito. Os médicos por outro lado, não aceitando nada que não seja de acordo com os métodos científicos.

Na Espanha há muitos pais que estão procurando solução em terapias como dietas, secretina endovenosa, vitaminas e nutrientes, entretenimento de integração auditiva, uso de animais, terapia do abraço forte, imunoterapia, entre outras. “As terapias alternativas parecem ser um atalho, porém até agora ninguém demonstrou sua eficácia” – disse Ricardo Canal, especialista em transtornos do espectro autista e reitor da Universidade de Salamanca.

Apesar do choque de opiniões entre os pais que aceitam as terapias alternativas e os médicos que acham que elas não tem eficácia, tem havido, na Espanha, uma grande união em torno do tema autismo.

Visite: Turminha Brasileira

0 comentários: