Dois bailarinos balineses atuando em frente ao lugar ondese realiza a XII Conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (EFE).
O alto percentual de 55% da Floresta Amazônica poderá desaparecer em consequência das mudanças climáticas ou desmatamento, de hoje até 2030, conforme um informe publicado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês).
Um estudo intitulado "Os círculos viciosos da Amazônia: seca e fogo no inverno", foi publicado durante a celebração da Conferência da ONU sobre as mudanças climáticas de Bali.
O jornal espanhol 20Minutos explicou que o desmatamento da Amazônia poderia liberar entre 55,5 e 96,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono, a cifra equivalente a mais de dois anos de emissões globais de gases de efeito estuda, nas próximas décadas.
A destruição do que se chama "Pulmão do Mundo" eliminará um dos principais estabilizadores do sistema climático global, provocando a redução das chuvas na floresta em mais de 20%.
"A importância da Floresta Amazônica para o clima global não pode ser minimizada", disse Dan Nepstad, cientista principal do centro de pesquisa Woods Hole, em Massachusetts. "É essencial não só para esfriar a temperatura do mundo, sem contar que é uma fonte de água doce de magnitude bastante para influenciar em algumas das grandes correntes oceânicas", acrescentou.

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