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sexta-feira, 6 de julho de 2007

Nova tecnologia permite você tocar em dinossauros

Os japoneses são extremamente criativos e obviamente são também dotados de grande capacidade de melhorar o que os outros já fizeram. Agora eles estão com uma nova teconolgia que possibilita a visualização de imagens em terceira dimensão, com sensação de tato.

A nova ferramenta de visualização tridimensional, denominada "Tangible-3D", foi apresentada pela empresa japonesa NTT Comware. Permite que os usuários tenham uma sensação de tato das imagens que são exibidas na tela de 3D, composta por um conjunto de câmeras e atuadores, além de uma luva especial, compõem a parte do hardware.

Um programa de computador fica analisando o que está sendo exibido na tela, em tempo real e envia comandos para a luva do usuário, permitindo a ele ter uma sensação de toque nos objetos que está vendo. É possível até mesmo sentir um aperto de mãos, em uma conferência virtual e aos alunos de uma escola ter a sensação do toque no esqueleto de um dinossauro, enquanto o professor está dando aula sobre o tema.

Bendita evolução!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Napoleão morreu envenenado ou de câncer no estômago? (Parte I)

Já li muita coisa sobre a morte de Napoleão Bonaparte, desde meus primeiros tempos de estudo. O tema é interessante para quem gosta de absorver conhecimentos e para quem está estudando. Recentemente o jornalista Javier Rojahelis, publicou no jornal chileno El Mercúrio, um artigo interessante, em espanhol, intitulado "El misterio sin resolver de la muerte de Napoleón".

Napoleão, o famoso general francês que está em quase todos os livros de história do mundo, morreu há 186 anos e até hoje a causa de sua morte é motivo de muitas explicações. A mais recente foi publicada este ano pela revista "Natural Clinical Practice Gastroenterology & Hepatology", que divulgou um estudo dizendo que a causa mais provável da morte dele seria um câncer no estômago e não assassinato por envenenamento, como se tentou provar antes.



A conclusão do estudo se baseou na análise comparativa entre a autópsia praticada no corpo de Napoleão (junto com as crônicas de seus últimos dias de vida) e os dados sobre os sintomas sentidos por 135 pacientes que na atualidade haviam sofrido de câncer no estômago. Há uma grande semelhança dos sintomas sentidos por Napoleão, com os dos portadores de câncer gástrico da atualidade.

Napoleão estava com 46 anos de idade, quando entregou-se aos seus inimigos ingleses e foi confinado na Ilha de Santa Helena, em 1815, lugar em que morou até morrer, em 1821, com 51 anos de idade.

Mitos alegavam que ele estava muito jovem quando morreu, mas a perspectiva de vida no século XIX, tanto na França, quanto na Inglaterra, era de apenas 40 anos. Baseado nisso, pode-se concluir que Napoleão morreu com uma idade várias vezes superior a da média de vida naquela época.

Logo que ele morreu fêz-se uma autópsia que contou com a participação de oito médicos, aceitando-se apenas três respostas. A mais completa foi a de Francesco Antommarchi, um patólogista corso (como Napoleão), com especialidade em anatomia. Ele também diagnosticou a causa da morte de Napoleão como vítima de câncer estomacal, mesmo mal que matara seu pai. O veredito apontava uma causa de caráter hereditário.

Esta explicação foi aceita, ou pelo menos ninguém contestou na época, até meados do século XX. Em 1955, o médico sueco Sten Forshufvud, gastroenterologista e toxicólogo, deu os primeiros passos para reabrir o caso. Tudo isso, após ler as memórias escritas por Marchand, um servente que acompanhou Napoleão em Santa Helena.

Continuação na Parte II

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Napoleão morreu envenenado ou de câncer no estômago? (Parte II)

Ao analisar os sintomas escritos por Marchand sobre a saúde de Napoleão, o médico Sten Forshufvud encontrou semelhanças entre os sintomas e os efeitos de um envenenamento por arsênico. O veneno era muito usado na época pois podia ser colocado facilmente na comida ou bebida pois não tinha sabor nem cheiro.

Segundo a opinião de outros toxicólogos como o forense inglês de Glasgow, Hamilton Smith, o cabelo tem a capacidade de registrar e guardar minerais, mesmo que a pessoa já tenha morrido há dezenas de anos. A partir desta idéia, buscaram uma mostra do cabelo de Napoleão.


Era pouco comum na época guardar cabelos de pessoas famosas ou de seres queridos, após sua morte. Marchand, no entanto, tinha guardado uma mostra do cabelo do general francês, que fora raspado para confecção da máscara mortuária.

E os testes comprovaram que realmente havia arsênico nos cabelos de Napoleão. Em 1962, mesmo com provas vagas, Forshufvud publicou um livro intitulado "Quem matou Napoleão?" e virou alvo do ataque de historiadores e dos franceses especialmente chamados "napoleônicos". O livro foi classificado como mera fantasia literária de cunho detetivesco.

Mas outro livro escrito pelo empresário canadense Ben Weider, fundador da Sociedade Napoleônica Internacional, também publicou um livro no início dos anos oitenta, intitulado "O assassinato de Napoleão". O livro virou um best-seller mundial, traduzido para 44 idiomas.

O certo é que há uma divisão de idéias quanto as causas da morte de Napoleão, mas a teoria mais forte atualmente é a de que ele teria morrido com um câncer no estômago, baseada nas dores abdominais constantes, nas náuseas, constipação, suor noturno e perda de peso, apesar da autópsia de Napoleão mencionar, entre outros detalhes a existência de lesões nas mãos e nos pés dele, sinais evidentes de envenenamento por arsênico.

A China proíbe a produção do gás CFC

Esta notícia é muito boa para o meio-ambiente e consequentemente para a população mundial. A China, um dos grandes poluídores, proibiu a produção do CFC, um gás que é usado em aerossóis, calefação e aparelhos de ar-condicionado e que é o principal responsável pelo buraco na camada de ozônio.


Usado sobretudo em aerossóis, calefação e aparelhos de ar-condicionado, o CFC é o maior responsável pela destruição da camada de ozônio.

Segundo fontes oficiais, a China suspende completamente a produção deste gás que tantos males vem causando ao mundo e começa a cumprir, ainda que tardiamente, o acordo assinado em Montreal. Pelo acordo, assinado em 1987 e ratificado por 191 países, os países desenvolvidos deveriam suspender a produção do CFC até 2005, enquanto os países em desenvolvimento têm até 2010.

domingo, 1 de julho de 2007

Simpósio em Porto Alegre discute expansão da educação a distância

A expansão da educação a distância, experiências e problemas vivenciados nas instituições de ensino superior estarão em discussão no simpósio E@D.BR – Educação a Distância em Universidades Brasileiras: Desafios e Perspectivas, na segunda-feira, 2 de julho, em Porto Alegre. Promovido pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), com apoio da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), o simpósio abordará temas como legislação específica, programas governamentais, constituição e gestão de equipes multidisciplinares, videoconferência e objetos de aprendizagem.

Após o encontro, será editado um livro com as palestras realizadas e com os capítulos pertinentes aos tópicos do simpósio avaliados pelo conselho editorial.

Para o diretor de políticas em educação a distância da Seed, Hélio Chaves Filho, todo evento que promova a divulgação da modalidade tem caráter estratégico no contexto da expansão da oferta de educação superior. Ele ressalta ainda que a educação a distância terá importante papel na ampliação dessa oferta, como uma forma de viabilizar programas de formação continuada para os professores da educação básica. “Precisamos, cada vez mais, contribuir para reduzir os preconceitos que existem no âmbito acadêmico em relação à modalidade, tendo em vista suas potencialidades para atender as especificidades de nosso País”, afirma. (Assessoria de Imprensa da Seed)

Cientistas fazem pasta de amendoim virar diamante

Quando li esta notícia fiquei bastante surpreso com a inteligência criadora do ser humano tanto para destruir, quanto para construir.

O site da BBC publicou uma matéria dizendo que Cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, criaram uma técnica que transforma substâncias como pasta de amendoim em diamantes. Com a técnica os cientistas poderiam transformar semicondutores em supercondutores e destruir bactérias para esterilizar alimentos, bem como criar impressionantes transformações como a de transformar oxigênio em cristais vermelhos.

Eles submeteram uma pequena quantidade de pasta de amendoim entre a ponta de dois diamantes e exerceram sobre a pasta uma pressão mais alta do que a encontrada no centro da Terra. O resultado foi o surgimento de um diamante.

Com a técnica, os cientistas esperam ser capazes de criar grandes pedras de diamantes que possam ser usadas para criar pressões ainda mais altas --e ampliar os estudos sobre os efeitos da pressão sobre os materiais.

"Muitos materiais com carbono podem ser transformados em diamantes --incluindo pasta de amendoim", disse Malcolm McMahon, do Centro de Ciência e Condições Extremas da Universidade de Edimburgo, um dos envolvidos no experimento.

"A pressão pode causar mudanças extraordinárias em todos os tipos de materiais e criar materiais completamente novos."

Hidrogênio metálico

"Estamos atualmente desenvolvendo técnicas que vão tornar possível gerar uma pressão de até 5 milhões de atmosferas, muito maior do que a pressão no centro da Terra, com o objetivo de achar o cálice sagrado da física de alta pressão: a fase metálica do hidrogênio", continuou McMahon.

"Se conseguirmos chegar ao hidrogênio metálico, o próximo passo será produzir quantidade suficiente para que ele seja estudado em detalhe, o que tornaria necessário usar diamantes do tamanho de um dedo polegar (para criar o material)."

Texto original na BBC.